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sábado, 14 de janeiro de 2017

As minhas sementes

Para todas as crianças "RARAS" 

RARA

RARA, COM UM BRILHO ÚNICO
DISTINTO, POR VEZES IGNORADO
UM OLHAR VAGO, DESLIGADO
SEM FOCO NO QUE A RODEIA
UM MUNDO SÓ DELA
POR ONDE VAGUEIA
SEM LIMITES, NEM REGRAS
INVOCANDO COMPREENÇÃO
FECHADA NA SUA REDOMA
DE DIFICIL INVASÃO
SEMPRE SOLTA E TAO PRESA
PROSEGUINDO À MARGEM
IGNORANDO A MULTIDÃO
PROCURA POUCO
SEM APARENTE RAZÃO
ESPERA IMPACIENTE
O MOTIVO, O PORQUÊ
PARA TANTA IMPOSIÇÃO
ANSEIA POR UM SINAL
NESTE MUNDO INSENSATO
SEM LUGAR, SEM ENCAIXE
PARA TÃO PURO CORAÇÃO
RARA, COM UM BRILHO ÚNICO
DISTINTO, CHEIA DE EMOÇÃO.

Dora Ferreira

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

As minhas sementes


O Melhor de Mim


Escolhi ser assim…
partilhar com o mundo o melhor de mim

Sou tão alegre, na minha alegria
quão triste, na minha tristeza
apenas, ostento a parte mais sadia


Camuflo estranhos temores
dentro de um cofre lacrado,
onde cabem todas as minhas dores

Só uma, perdura eternamente
foge , segue-me, apanha-me
nunca me solta, não fica ausente

Crivo dia a dia sentimentos desordenados
Sorrisos francos, gargalhadas soltas,
Lágrimas densas, anseios sonhados

Ao renascer, finto tormentos
persigo ventos e numa calma aparente
alegro-me com pequenos alentos

Escolhi ser assim…
partilhar com o mundo o melhor de mim

                                           Dora Ferreira





domingo, 8 de janeiro de 2017

As minhas sementes...

A Vida

Quantos momentos não entendemos a vida e por ela somos engolidos
Asfixiamos perante encontrões desmedidos e são raras as vezes que não saímos feridos
Levantamo-nos, meio cambaleados, mancos e sem chão seguimos muito torcidos
Lá vamos buscando desvios floreados, procurando fugir ao que fomos cingidos
No entanto…
Refletindo sobre atos por todos nós cometidos, lanço uma questão aos mais entendidos
Quantos momentos a vida não os entende a nós e derrubamos alicerces por ela erguidos?
Cobramos excessivamente e por muito pouco ficamos enfurecidos
Gritamos bem alto por nada e ainda exigimos ser ouvidos
Procuramos a perfeição, seguindo cada vez mais envaidecidos
Possuímos uma presunção tal, que nos leva a ser desprendidos
Atropelamos ideais, em nome de caminhos sem sentido
Quantos momentos não nos entendemos a nós? Que somos tão sabidos?
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 Dora Ferreira