A Vida
Quantos momentos não entendemos a vida e por ela somos engolidos
Asfixiamos perante encontrões
desmedidos e são raras as vezes que não saímos feridos
Levantamo-nos, meio
cambaleados, mancos e sem chão seguimos muito torcidos
Lá vamos buscando desvios
floreados, procurando fugir ao que fomos cingidos
No entanto…
Refletindo sobre atos por
todos nós cometidos, lanço uma questão aos mais entendidos
Quantos momentos a vida não os
entende a nós e derrubamos alicerces por ela erguidos?
Cobramos excessivamente e por
muito pouco ficamos enfurecidos
Gritamos bem alto por nada e
ainda exigimos ser ouvidos
Procuramos a perfeição,
seguindo cada vez mais envaidecidos
Possuímos uma presunção tal,
que nos leva a ser desprendidos
Atropelamos ideais, em nome de
caminhos sem sentido
Quantos momentos não nos
entendemos a nós? Que somos tão sabidos?
Dora Ferreira
